sexta-feira, 19 de abril de 2013

Título a definir



AUTORES:
Higor Winey Rodrigues da Silva
Thainara Cristina Caetano
Caroline Fernanda Evaristo
Maria Clara Ribeiro de Morais
Wendy Aparecida Catosso dos Santos


Capitulo 1- A viagem

O ônibus esperava no portão, o barulho do motor aumentava ainda mais a ansiedade dos Alunos pela colônia de férias, afinal iriam conhecer a tribo tupi guarani kaiowás, descendentes dos primeiros habitantes do Brasil,  o alvorecer estava perfeito para uma aventura e deslumbrava os olhos de quem o admirava, os pássaros  cantavam uma doce canção, dentro do colégio apenas se escutava cochichos e gritarias  sobre a viagem.
A grande ansiedade tomava conta de todos os alunos do Colégio Mace. Era o dia da viagem, e tudo o que se passava na cabeça dos alunos do terceiro ano do ensino médio eram grandes expectativas do que viveriam nos próximos dias, e como seria essa aventura.
Olhares felizes direcionados a uma só foto, uma paisagem que era de encher os olhos, e alagava a alma de felicidade e esperança, afinal iriam conhecer sobre  a sua história , a historia de seu país, haviam sorrisos em todos os olhos e do meio destes surgi um rapaz alto cabelo angelical, olhos cor do céu em dia de verão, pele macia como um veludo e  clara como o luar tinha um olhar admirado pois sua maior vontade era conhecer aquele lugar, seu nome era Higor Hiney Ameland, Descendente de holandeses que migraram para o Brasil .
-Esse lugar é perfeito! Que horas iremos partir professora? –disse ele com uma voz ansiosa.
-Calma, querido, algumas colegas suas ainda não chegaram – disse a professora com um ar de riso.
As malas estavam por todos os lados, de todos os tamanhos e todas as cores, todos haviam chegado,  a chamada estava sendo feita, logo após todos entraram no ônibus, despediram-se de seus familiares e partiram rumo a aldeia.
Interiormente, todos se indagavam de como seria a visita a uma aldeia, qual seria a reação dos índios?, Como seria viver lá?
 Por um instante Higor deixou todas as suas incertezas de lado e adormeceu,  um filme passava-se em sua mente; uma mata inexplorada, e em volta animais selvagens e no meio destes índios pintados como obras primas com cores que se entrelaçavam misturando o celeste ao tenebroso  e os corpos pareciam serem  esculpidos pelos deuses da perfeição.  No centro  da roda formada pelos índios  havia uma fogueira no qual chamava muita atenção , os tons fortes da grande fogueira se encontravam com as estrelas que iluminavam o céu junto ao Luar,ao lado da fogueira havia uma linda Moça, alta, morena , corpo selvagem , cabelos longos e negros , lábios carnudos,e os olhos que contrastavam-se com o luar  o que  lhe deixava mais sensual , ao redor de seu corpo haviam folhas entrelaçadas com sementes de pau Brasil contrastando-se com sua cor bronzeada,mas algo foi fazendo com que a imagem daquela bela donzela fosse desaparecendo e ao longe se ouvia uma voz chamando por seu nome , era seu amigo que tentava o acordar , pois haviam chegado na tribo, Higor olhava para seu amigo com raiva mas ao mesmo tempo esperança de encontrar a donzela de seus sonhos naquela tribo .
O ônibus parou e o guia começou a dar as instruções de como sobreviver na tribo durante as próximas semanas , ao perceber que nenhum dos alunos estava prestando atenção em seu discurso , deixou-os ir para a tribo e resolveu conversar com eles mais tarde vendo que a ansiedade era imensa.
Ao descer do ônibus Higor percebeu que aquele local não era estranho para ele , ao pegar as malas e ir para o centro da tribo deslumbrou-se com tamanha beleza natural haviam aves por toda parte, de todos tamanhos e cores, e nas arvores macacos, de diversas raças, este animais pareciam estar ali por um único motivo dar as boas vindas aos alunos da escola Mace .
Após acomodar-se em  suas ocas, os alunos se arrumaram para o ritual já era noite, chegando lá havia uma fogueira enorme que chamava muita atenção ,Higor maravilhou-se  ao ver que era tão parecida com a do sonho, mas de uma forma muito mais real. Ele procurava  por todos os lados da fogueira sua donzela,  a donzela de seu sonho mas não a havia, foi quando que ao longe surge  uma mulher revestida  de folhas de bananeira entrelaçada com sementes de pau-brasil,parecia ser ela ? mas não seria apenas uma ilusão, idealização de seus sonhos, algo surreal ? Foi quando seu amigo o tocou dizendo :
-Higor olha aquela indiazinha que gata mano! Imagina ela de vestido coladinho descendo até o chão nas Boates de campo grande?
-Que isso mano, isso é coisa que se fale de uma índia, ela tem suas culturas e seus princípios, larga mão de pensar em bobeira velho! –Disse Higor com raiva
Voltando seu olhar para ela sentiu  algo em seu interior se remexer parecia, uma brasa queimando, ele sabia o que significava aquilo mais não quis concordar com essa hipótese disse para si baixinho :
-Que isso, não pode ser amor, amor não, agora não, mas que tal um namorinho de verão ?
Foi quando novamente voltou o olhar para a donzela e viu que esta também o olhava e sentiu novamente aquela chama arder ainda mais forte, e os olhares entrelaçaram-se  como o sol e as nuvens no alvorecer, naquele momento Higor Viu a donzela se aproximar cada vez  e se viu perdendo o chão sentiu-se flutuando-se  nas nuvens e quando se deu por si ela estava ao seu lado e quando ela lhe dirigiu a palavra  ele somente sorriu.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Título a definir


AUTORES:


Thaís Fernanda Gimenes
Nicole Mirela Souza Santos
Ana Carolina Rodrigues da Silva
Jéssica de Almeida Vasconcelos



CAPÍTULO I


Era em 1781 quando o casamento de Luis Carlos Henrique de Albuquerque e Ana Amélia Voltolini foi preparado às pressas. D. Antônia Voltolini ficou incumbida dos preparativos ainda que fosse contra a união de Ana Amélia e o miserável filho do juiz Leonardo de Albuquerque. Enquanto escolhia o melhor arranjo para compor o restante da decoração do altar, lamentava em murmúrios o futuro de sua filha e a gravidez imprudente que levara a esse casamento. A cerimônia se realizaria  na Igreja de Nossa Senhora da Candelária , no Rio de Janeiro. Os convidados já tinham sido convocados, a festa de comemoração estava em seus últimos detalhes e numa tarde de domingo santo, o casamento ocorreu.
Decorrido a união do casal, ambos foram viver no palacete que Luis Carlos herdara por direito e após alguns meses Ana Amélia deu a luz a duas lindas crianças, Laura e Luiza, irmãs gêmeas idênticas, que trouxeram a alegria para as duas famílias. As irmãs cresceram brincando no jardim dos Voltolini e correndo pelos corredores do casarão dos Albuquerque.
O juiz Francisco, pai de Luís, tinha prazer em encher suas netas de mimos e regalias. Sempre que podia, observava a fundo as netas brincando e por mais parecidas que fossem suas faces ficava abismado com a diferença de caráter das irmãs.  A seu ver, Luiza era muito carinhosa e amável, enquanto Laura possuía um raciocínio eficaz e não dispensava um bom teatro dramático para obter o que desejava. Quando tocava na diferença entre as duas com outros parentescos, todos discordavam alegando que ambas eram gentis e educadas. Verdade era que o juiz se identificava melhor com Laura , e a neta respondia  igualmente ao amor do avô. Francisco tinha um grande gosto por punhais, e possuía uma coleção deles um pequeno aposento da casa , quando a neta ia o visitar lhe mostrava seus punhais e suas diversas utilidades, arriscando até a ensinar-lhe alguns golpes de defesa, na qual a menina se maravilhava e repetia os golpes com bastante facilidade.
Assim vivia as duas meninas em harmonia  já nos seus dezesseis para dezessete anos , onde as formas mirradas  e pequenas  da infância deram lugar as curvas  cheias de um corpo de mulher formada. No entanto,uma noticia chegou numa manhã de quinta-feira  ao palacete de Luis e Ana Amélia, levando a felicidade daquela casa . Era o mensageiro da família Albuquerque que vinha anunciar a morte trágica de Francisco Albuquerque durante uma cavalgada pela mata próxima que caíra acidentalmente de um penhasco. Laura e Luiza entraram em desespero ao receber a noticia e se abraçaram e choraram longamente. O velório  ocorreu no mesmo dia as quatro da tarde, e lá as irmãs encontraram sua avó D.Luciana desconsolada. Após o enterro, na casa dos Albuquerque, ainda se lamentava a morte do pobre homem, até que D.Luciana veio falar as duas irmãs:
- Minhas filhas, seu avô tinha grande carinho por vocês, isso era incontestável. Antes de sua morte, ele decidiu escrever um testamento e vocês então inclusas nele, ande , leiam. – Entregando o papel meio roto a Laura e Luiza. E em um trecho do testamento elas leram:
‘’ As minhas queridas netas Luiza e Laura , deixo alguns de meus pertences para que sempre recordem-se de mim. A Luiza deixo meu relógio de bolso para que o tempo nunca apague o carinho e a amabilidade que seu semblante traz as pessoas a sua volta , e a Laura, deixo meus punhais na qual tive tanto gosto de ensinar-lhe a defender-se do mal e do valor de cortar as distancias coração constrói‘’.
Ao terminar de ler, Laura correu ao aposento em que o avô guardava seus punhais, pegou seu predileto, beijou-o em lembrança de seu avô e a partir desse dia, sempre o carregara consigo em sua bolsa.


Título a definir


AUTORES:

Júlia Pereira Firmino
Bruna Corrêa da Silva
Rodrigo Amadeu Paulino
Vinicius Gonçalves Marçal



Capítulo I

Correndo em meio a multidão, me apresso para o tão aguardado encontro, desviando das pessoas que passam, essas que transcendem a imagem do país de 1872 , cansadas com todo o trabalho  e esforço que fizeram para se adaptar as mudanças  e ficam cada vez pior.
Ouço o soar das baladas, quando vem a mente a frase escrita no Big Ben “Deus salve nossa rainha Victoria”, o que me lembra a adorável Clare, jovem e destemida, que me espera para o chá, algo muito despretensioso para ela, e que me causa desespero e ansiedade.
Chegando em sua casa de veraneio, meu coração palpita mais rápido e o mordomo me conduz até a porta, que se abre e uma luz ofuscante me impede de ver nitidamente o que ali se passa. Sem me dar conta, sou fascinado pelas flores que parecem desabrochar para quem chega, um gramado verde se estende pelo chão como o mais nobre tapete sob o qual flutuamos, os pássaros cantam formando uma bela melodia, guiados pelo mestre da magnifica orquestra natureza.
Esse esplendido cenário, só não supera os encantos da linda mulher que o habita, um ser iluminado, que supera com força e coragem, as dores que o destino cruel e faceiro deixou. A morte de seu marido a abalou, mas não o suficiente para tirar a ternura de seus olhos, que prendiam os meus.
Nossos beijos calorosos, nossas manhãs risonhas,  nossas tardes apreciando o alvorecer, todos esses pensamentos enquanto a observo. Ela nota minha presença e se alegra, enquanto eu me entristeço, cada demonstração de amor que dei, foi em meus loucos devaneios. Corpos nunca entrelaçados, desejos jamais concretizados, que infelicidade a minha estar tão próximo de minha amada  e não toca-la não ser correspondido.
Desgraça a minha, ter de me distanciar daqueles lábios formosos embebidos no mais puro néctar, seus cabelos dourados despertam mais desejos do que o próprio ouro, não há no mundo algo mais precioso que  tal mulher, sua pele alva lembra me a inocência e sua languidez me desperta a vontade de protege-la, nem mesmo suas roupas negras do luto tiram sua luz, dando me o prazer de sua simpatia, sua companhia.
Me aproximo e lhe apresento as peças de joia que havia encomendado, ela sorri me dizendo:
- Bom trabalho Sr. Anthony, esta cada dia melhor!
- É o meu oficio, preciso ser bom no que faço! Obrigado pelos elogios.
- Se importaria de colocar o colar em mim?
Hesitei um pouco em atender o pedido. Ela não podia imaginar o que isso provoca em minha alma, despertando minhas paixões.
- A peça ficou muito bem na senhora, o verde das esmeraldas combinam com seus olhos.
As cores pareciam se entrelaçar e me hipnotizavam. Parecia ter visto aquela cena em meus sonhos, e passava a duvidar da realidade. Tudo se desfez quando seu mordomo avisou lhe que visitas haviam chegado.
- Obrigado Sr. Anthony- ela disse me tirando do transe que me encontrava, apenas olhando para os minuciosos detalhes de seu rosto, formado por toques divinos – As joias ficaram incríveis! James ira acompanha-lo até a saída.
Andando pelas ruas movimentadas, continuo a pensar em minha amada, que parece ter poder sobre meus pensamentos, como pude me apaixonar por uma moça nobre de família tradicional , que nunca se casaria com um ourives, sem títulos, e sem vontade de pertencer aos novos explorados, donos de fabricas, que destruíram a vida de trabalhadores, como tantos da vila em que moro.
A angustia só aumentava de pensar que Clare ficaria um tempo longe da cidade, na casa da família em Manchester, e talvez iria demorar para recrutar meus serviços. Me assusto ao ver Mollie correr em minha direção sorridente, abro os braços e ela pula em meu colo, ambos felizes pelo encontro.
Essa garotinha pertence a uma família muito humilde, que sofre pela perda do pai. O Sr. Johnson foi um homem trabalhador, que fazia de tudo para garantir o sustento de sua família, um velho amigo de meu pai, operário de uma fabrica, onde trabalhava em péssimas condições, o que agrediu sua saúde. Após contrair tuberculose, faleceu e deixou sua família desamparada. Sua esposa assumiu seu cargo e começou a trabalhar, talvez aconteça o mesmo, e as meninas fiquem órfãs.
Mollie me pediu um pouco envergonhada:
- Sr. Anthony, minha irmã arrebentou a correntinha que a protegia, e não temos como pagar pelo concerto, ela esta muito triste, pois foi um presente de minha avó.
- Sem problemas Mollie- disse interrompendo a menina- Eu concertarei com o maior prazer!
- Muito obrigada! – ela disse me abraçando forte- O senhor é um bom homem, seus pais se orgulhariam.
- Digo o mesmo criança! Agora vá para casa e amanhã entregarei a você.
Ela foi embora alegre, e eu também, gosto de ajudar aquela família como posso. Não me lembro de Anabela, irmã de Mollie, brincávamos juntos quando criança, mas quando assumi o oficio de ourives, não a vi, isso data alguns anos, estou ansioso para revê-la.
Na manhã seguinte, concerto a corrente, e sigo para a casa dos Johnson. Me lembro do quanto brincava com Anabela, sinto falta da inocência de criança, que só encontrei no rosto de minha amada Clare, ambas se encontram distantes de mim.
Chego na casa singela, a situação estava cada vez pior desde a morte de John, bato na porta e aguardo. De repente algo vem animar meus olhos, uma mulher de beleza arrebatadora me atende, cabelos negros como a escuridão da noite, que são harmonizados com a alvura das estrelas marcadas por seu olhar e pela lua que representa seu rosto. Seus olhos refletiam sua alma, pura, amargurada, mas que se alegrava com a volta de um amigo. Pergunto a ela:
- Anabela? É você?
- Anthony?- Ela pergunta já com certeza de quem era- O que faz aqui?
- Sua irmã me pediu um favor, e trouxe algo especial para você.
- Me desculpe pela Mollie te incomodar, o que foi que ela pediu?
- Foi algo muito nobre – disse mostrando a corrente- Ela não quer sua irmã desprotegida!
- Mollie! Sempre aprontando! Muito obrigada, tenho algumas moedas, não sei se será o suficiente para o concerto.
- Não quero nada em troca, rever uma velha amiga já basta!- percebo que Anabela ficou envergonhada e me despeço- Foi um prazer revê-la, espero te encontrar mais vezes! Preciso ir até breve!
- Obrigada mais uma vez, apareça por aqui, ficarei contente!
Pela primeira vez alguém me tira Clare do pensamento, será Anabela meu verdadeiro amor? Pretendo encontra-la mais vezes, e se meus sentimentos florescer, poderei viver um relacionamento, e encontrar quem sabe, a felicidade que tanto almejo.
Os dias se passaram e conforme o combinado, visito Anabela, me encanto cada vez mais com a moça. Meu vislumbro por Clare vai se apagando, e encontro em minha amiga de infância, um ombro mais que amigo, onde realizo meus sonhos, e atendo meus anseios. 

Sem título definido




AUTORES:
Patrick César de Souza
Thainá Roberta Bueno Novais
Michelle Monaco
Rafael José Boaventura



CAPÍTULO I

As vezes não entendemos o porque das coisas, a razão na qual elas acontecem e não achamos explicações para estas, e só depois de um tempo conseguimos compreender.
Tudo se inicia no colégio Fernando Magalhães, em Fernando de Noronha, no ano de 1965, Ana Amélia, tem 18 anos, e é órfão de sua mãe, mora com seu pai, é uma menina delicada, meiga, com traços angelicais, trazia consigo muitos desejos e muitos segredos; não era a menina mais popular do colégio, mas sem dúvidas, uma das mais inteligentes, andava sempre com livros nas mãos, e em tempo vago preocupava-se com causas sociais.
Desde o ensino médio, estudava com Miguel, o menino mais popular do colégio, não tinha limites e não se importava com regras, uma pessoa de personalidade totalmente contraria de Ana Amélia, personalidade que incomodava muito Emanuel, pai de Ana Amélia, um advogado muito bem renumerado em seu ramo.
Por conta de personalidade tão divergentes, Miguel sempre zombava de Ana Amélia, não aceitando o jeito que ela era, mas mal sabia o quanto tinham em comum.
No ultimo ano do Ensino Médio, fatos inesperados começam a ocorrer por conta da formatura que estava próxima.

Apogeu da Esperança



AUTORES:
Thainá Berti da Silva
Juliana Campoe Costal
Jeovana Aparecida Santos Nóbrega
Gabriel do Prado Scovini
Julio César Ribeiro de Oliveira


Capitulo I

Eram três amigas, Catarina, Helena, Luisa e um segredo.
Escondiam a sete chaves a fuga de Catarina com Marcelo, pois sua mãe nunca aceitara as origens humildes da família dele.
Tudo estava combinado para que na manhã de domingo Marcelo encontrasse Catarina em frente à Capela de Santa Tereza, onde despediriam de sua linda cidade e fugiriam para bem longe dali.
Era sábado e as três amigas estavam ansiosas para que o outro dia chegasse, mas Luisa por trás de toda a ansiedade escondia um ódio muito grande de sua amiga que ia fugir com o homem que ela amava. Por sua vez, Helena, que era sempre muito atenciosa com Catarina, estava feliz e arrumava quitutes em uma cesta, para que na viagem Marcelo e Catarina não sentissem fome.
A noite chegou Marcelo não conseguia dormir, já havia arrumado a cela de seu cavalo branco, e único que sua família tinha para tirar o sustento, e colocava suas poucas roupas dentro de uma bolsa de coro que sua mãe havia costurado a mão.
Catarina não se aguentava de ansiedade e penteava seus longos cabelos loiros, sonhando com a manhã seguinte. Ela não precisaria se preocupar em se galantear, pois sua beleza era languida e exuberante, seus lábios vermelhinhos como uma rosa vermelha, e suas bochechas coradas naturalmente.
A noite passou...
Finalmente a hora do tão esperado encontro chegou, Marcelo pegou seu cavalo e foi encontrar Catarina que já estava em frente à Capela de Santa Tereza com Ricardo, namorado de Helena, que não querendo que sua amiga fosse sozinha pediu que o mesmo a levasse.
Marcelo precisava chegar a tempo, e com toda força bateu o pé no seu cavalo fazendo com que ele fosse mais rápido.
Luisa tentava arrumar uma forma de impedir que Marcelo chegasse até Catarina, sabendo que ele passaria pela ponte do Rio Paraíba colocou enormes pedras no caminho, tentando causar um acidente. Não demorou muito para que Marcelo passasse por ali, e como esperado, seu cavalo enroscou as patas e lançou Marcelo para as margens do rio, fazendo com que ele batesse a cabeça em pedras que ficavam ali. Luisa se aproximou, Marcelo percebeu que sua cabeça estava sangrando, puxou um papel de sua bolsa e com seu próprio sangue começou a escrever dois bilhetes a Catarina, quando terminou, pediu que Luisa entregasse a ela.
Com ódio nos seus olhos e no seu coração, prometeu entregar, mas já sabia que não era isso que ia fazer, seu pensamento era claro – se ele não fosse dela, não seria de Catarina também – sem socorrê-lo deixou Marcelo morrendo aos poucos ali mesmo.
Catarina esperou a manhã inteira, e se sentindo traída, com lagrimas nos olhos, montou na garupa do cavalo de Ricardo e foi embora para a casa dos pais dele que era em uma cidadezinha próxima dali. Deixou Marcelo, e sua única amiga Helena que poderia confiar cegamente, para trás. Marcelo não morreu, escondeu a copia do bilhete em baixo da pedra em que havia se machucado, e foi embora com esperança de ainda reencontrar Catarina.