quarta-feira, 17 de abril de 2013

Apogeu da Esperança



AUTORES:
Thainá Berti da Silva
Juliana Campoe Costal
Jeovana Aparecida Santos Nóbrega
Gabriel do Prado Scovini
Julio César Ribeiro de Oliveira


Capitulo I

Eram três amigas, Catarina, Helena, Luisa e um segredo.
Escondiam a sete chaves a fuga de Catarina com Marcelo, pois sua mãe nunca aceitara as origens humildes da família dele.
Tudo estava combinado para que na manhã de domingo Marcelo encontrasse Catarina em frente à Capela de Santa Tereza, onde despediriam de sua linda cidade e fugiriam para bem longe dali.
Era sábado e as três amigas estavam ansiosas para que o outro dia chegasse, mas Luisa por trás de toda a ansiedade escondia um ódio muito grande de sua amiga que ia fugir com o homem que ela amava. Por sua vez, Helena, que era sempre muito atenciosa com Catarina, estava feliz e arrumava quitutes em uma cesta, para que na viagem Marcelo e Catarina não sentissem fome.
A noite chegou Marcelo não conseguia dormir, já havia arrumado a cela de seu cavalo branco, e único que sua família tinha para tirar o sustento, e colocava suas poucas roupas dentro de uma bolsa de coro que sua mãe havia costurado a mão.
Catarina não se aguentava de ansiedade e penteava seus longos cabelos loiros, sonhando com a manhã seguinte. Ela não precisaria se preocupar em se galantear, pois sua beleza era languida e exuberante, seus lábios vermelhinhos como uma rosa vermelha, e suas bochechas coradas naturalmente.
A noite passou...
Finalmente a hora do tão esperado encontro chegou, Marcelo pegou seu cavalo e foi encontrar Catarina que já estava em frente à Capela de Santa Tereza com Ricardo, namorado de Helena, que não querendo que sua amiga fosse sozinha pediu que o mesmo a levasse.
Marcelo precisava chegar a tempo, e com toda força bateu o pé no seu cavalo fazendo com que ele fosse mais rápido.
Luisa tentava arrumar uma forma de impedir que Marcelo chegasse até Catarina, sabendo que ele passaria pela ponte do Rio Paraíba colocou enormes pedras no caminho, tentando causar um acidente. Não demorou muito para que Marcelo passasse por ali, e como esperado, seu cavalo enroscou as patas e lançou Marcelo para as margens do rio, fazendo com que ele batesse a cabeça em pedras que ficavam ali. Luisa se aproximou, Marcelo percebeu que sua cabeça estava sangrando, puxou um papel de sua bolsa e com seu próprio sangue começou a escrever dois bilhetes a Catarina, quando terminou, pediu que Luisa entregasse a ela.
Com ódio nos seus olhos e no seu coração, prometeu entregar, mas já sabia que não era isso que ia fazer, seu pensamento era claro – se ele não fosse dela, não seria de Catarina também – sem socorrê-lo deixou Marcelo morrendo aos poucos ali mesmo.
Catarina esperou a manhã inteira, e se sentindo traída, com lagrimas nos olhos, montou na garupa do cavalo de Ricardo e foi embora para a casa dos pais dele que era em uma cidadezinha próxima dali. Deixou Marcelo, e sua única amiga Helena que poderia confiar cegamente, para trás. Marcelo não morreu, escondeu a copia do bilhete em baixo da pedra em que havia se machucado, e foi embora com esperança de ainda reencontrar Catarina.

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