quarta-feira, 17 de abril de 2013

Título a definir


AUTORES:


Thaís Fernanda Gimenes
Nicole Mirela Souza Santos
Ana Carolina Rodrigues da Silva
Jéssica de Almeida Vasconcelos



CAPÍTULO I


Era em 1781 quando o casamento de Luis Carlos Henrique de Albuquerque e Ana Amélia Voltolini foi preparado às pressas. D. Antônia Voltolini ficou incumbida dos preparativos ainda que fosse contra a união de Ana Amélia e o miserável filho do juiz Leonardo de Albuquerque. Enquanto escolhia o melhor arranjo para compor o restante da decoração do altar, lamentava em murmúrios o futuro de sua filha e a gravidez imprudente que levara a esse casamento. A cerimônia se realizaria  na Igreja de Nossa Senhora da Candelária , no Rio de Janeiro. Os convidados já tinham sido convocados, a festa de comemoração estava em seus últimos detalhes e numa tarde de domingo santo, o casamento ocorreu.
Decorrido a união do casal, ambos foram viver no palacete que Luis Carlos herdara por direito e após alguns meses Ana Amélia deu a luz a duas lindas crianças, Laura e Luiza, irmãs gêmeas idênticas, que trouxeram a alegria para as duas famílias. As irmãs cresceram brincando no jardim dos Voltolini e correndo pelos corredores do casarão dos Albuquerque.
O juiz Francisco, pai de Luís, tinha prazer em encher suas netas de mimos e regalias. Sempre que podia, observava a fundo as netas brincando e por mais parecidas que fossem suas faces ficava abismado com a diferença de caráter das irmãs.  A seu ver, Luiza era muito carinhosa e amável, enquanto Laura possuía um raciocínio eficaz e não dispensava um bom teatro dramático para obter o que desejava. Quando tocava na diferença entre as duas com outros parentescos, todos discordavam alegando que ambas eram gentis e educadas. Verdade era que o juiz se identificava melhor com Laura , e a neta respondia  igualmente ao amor do avô. Francisco tinha um grande gosto por punhais, e possuía uma coleção deles um pequeno aposento da casa , quando a neta ia o visitar lhe mostrava seus punhais e suas diversas utilidades, arriscando até a ensinar-lhe alguns golpes de defesa, na qual a menina se maravilhava e repetia os golpes com bastante facilidade.
Assim vivia as duas meninas em harmonia  já nos seus dezesseis para dezessete anos , onde as formas mirradas  e pequenas  da infância deram lugar as curvas  cheias de um corpo de mulher formada. No entanto,uma noticia chegou numa manhã de quinta-feira  ao palacete de Luis e Ana Amélia, levando a felicidade daquela casa . Era o mensageiro da família Albuquerque que vinha anunciar a morte trágica de Francisco Albuquerque durante uma cavalgada pela mata próxima que caíra acidentalmente de um penhasco. Laura e Luiza entraram em desespero ao receber a noticia e se abraçaram e choraram longamente. O velório  ocorreu no mesmo dia as quatro da tarde, e lá as irmãs encontraram sua avó D.Luciana desconsolada. Após o enterro, na casa dos Albuquerque, ainda se lamentava a morte do pobre homem, até que D.Luciana veio falar as duas irmãs:
- Minhas filhas, seu avô tinha grande carinho por vocês, isso era incontestável. Antes de sua morte, ele decidiu escrever um testamento e vocês então inclusas nele, ande , leiam. – Entregando o papel meio roto a Laura e Luiza. E em um trecho do testamento elas leram:
‘’ As minhas queridas netas Luiza e Laura , deixo alguns de meus pertences para que sempre recordem-se de mim. A Luiza deixo meu relógio de bolso para que o tempo nunca apague o carinho e a amabilidade que seu semblante traz as pessoas a sua volta , e a Laura, deixo meus punhais na qual tive tanto gosto de ensinar-lhe a defender-se do mal e do valor de cortar as distancias coração constrói‘’.
Ao terminar de ler, Laura correu ao aposento em que o avô guardava seus punhais, pegou seu predileto, beijou-o em lembrança de seu avô e a partir desse dia, sempre o carregara consigo em sua bolsa.


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