AUTORES:
Thaís Fernanda Gimenes
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Nicole Mirela Souza Santos
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Ana Carolina Rodrigues da Silva
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Jéssica de Almeida Vasconcelos
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CAPÍTULO I
Era
em 1781 quando o casamento de Luis Carlos Henrique de Albuquerque e Ana Amélia
Voltolini foi preparado às pressas. D. Antônia Voltolini ficou incumbida dos
preparativos ainda que fosse contra a união de Ana Amélia e o miserável filho
do juiz Leonardo de Albuquerque. Enquanto escolhia o melhor arranjo para compor
o restante da decoração do altar, lamentava em murmúrios o futuro de sua filha
e a gravidez imprudente que levara a esse casamento. A cerimônia se
realizaria na Igreja de Nossa Senhora da
Candelária , no Rio de Janeiro. Os convidados já tinham sido convocados, a
festa de comemoração estava em seus últimos detalhes e numa tarde de domingo
santo, o casamento ocorreu.
Decorrido
a união do casal, ambos foram viver no palacete que Luis Carlos herdara por
direito e após alguns meses Ana Amélia deu a luz a duas lindas crianças, Laura
e Luiza, irmãs gêmeas idênticas, que trouxeram a alegria para as duas famílias.
As irmãs cresceram brincando no jardim dos Voltolini e correndo pelos
corredores do casarão dos Albuquerque.
O
juiz Francisco, pai de Luís, tinha prazer em encher suas netas de mimos e regalias.
Sempre que podia, observava a fundo as netas brincando e por mais parecidas que
fossem suas faces ficava abismado com a diferença de caráter das irmãs. A seu ver, Luiza era muito carinhosa e amável,
enquanto Laura possuía um raciocínio eficaz e não dispensava um bom teatro
dramático para obter o que desejava. Quando tocava na diferença entre as duas
com outros parentescos, todos discordavam alegando que ambas eram gentis e
educadas. Verdade era que o juiz se identificava melhor com Laura , e a neta
respondia igualmente ao amor do avô.
Francisco tinha um grande gosto por punhais, e possuía uma coleção deles um
pequeno aposento da casa , quando a neta ia o visitar lhe mostrava seus punhais
e suas diversas utilidades, arriscando até a ensinar-lhe alguns golpes de
defesa, na qual a menina se maravilhava e repetia os golpes com bastante
facilidade.
Assim
vivia as duas meninas em harmonia já nos
seus dezesseis para dezessete anos , onde as formas mirradas e pequenas
da infância deram lugar as curvas
cheias de um corpo de mulher formada. No entanto,uma noticia chegou numa
manhã de quinta-feira ao palacete de
Luis e Ana Amélia, levando a felicidade daquela casa . Era o mensageiro da
família Albuquerque que vinha anunciar a morte trágica de Francisco Albuquerque
durante uma cavalgada pela mata próxima que caíra acidentalmente de um
penhasco. Laura e Luiza entraram em desespero ao receber a noticia e se abraçaram
e choraram longamente. O velório ocorreu
no mesmo dia as quatro da tarde, e lá as irmãs encontraram sua avó D.Luciana
desconsolada. Após o enterro, na casa dos Albuquerque, ainda se lamentava a
morte do pobre homem, até que D.Luciana veio falar as duas irmãs:
-
Minhas filhas, seu avô tinha grande carinho por vocês, isso era incontestável.
Antes de sua morte, ele decidiu escrever um testamento e vocês então inclusas
nele, ande , leiam. – Entregando o papel meio roto a Laura e Luiza. E em um
trecho do testamento elas leram:
‘’
As minhas queridas netas Luiza e Laura , deixo alguns de meus pertences para
que sempre recordem-se de mim. A Luiza deixo meu relógio de bolso para que o
tempo nunca apague o carinho e a amabilidade que seu semblante traz as pessoas
a sua volta , e a Laura, deixo meus punhais na qual tive tanto gosto de
ensinar-lhe a defender-se do mal e do valor de cortar as distancias coração
constrói‘’.
Ao
terminar de ler, Laura correu ao aposento em que o avô guardava seus punhais,
pegou seu predileto, beijou-o em lembrança de seu avô e a partir desse dia,
sempre o carregara consigo em sua bolsa.
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