AUTORES:
Higor Winey Rodrigues da Silva
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Thainara Cristina Caetano
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Caroline Fernanda Evaristo
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Maria Clara Ribeiro de Morais
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Wendy Aparecida Catosso dos Santos
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Capitulo 1- A viagem
O ônibus esperava no portão, o
barulho do motor aumentava ainda mais a ansiedade dos Alunos pela colônia de
férias, afinal iriam conhecer a tribo tupi guarani kaiowás, descendentes dos
primeiros habitantes do Brasil, o alvorecer estava perfeito para uma aventura
e deslumbrava os olhos de quem o admirava, os pássaros cantavam uma doce
canção, dentro do colégio apenas se escutava cochichos e gritarias sobre
a viagem.
A grande ansiedade tomava conta de
todos os alunos do Colégio Mace. Era o dia da viagem, e tudo o que se passava
na cabeça dos alunos do terceiro ano do ensino médio eram grandes expectativas
do que viveriam nos próximos dias, e como seria essa aventura.
Olhares felizes direcionados a uma só
foto, uma paisagem que era de encher os olhos, e alagava a alma de felicidade e
esperança, afinal iriam conhecer sobre a sua história , a historia de seu
país, haviam sorrisos em todos os olhos e do meio destes surgi um rapaz alto
cabelo angelical, olhos cor do céu em dia de verão, pele macia como um veludo e
clara como o luar tinha um olhar admirado pois sua maior vontade era
conhecer aquele lugar, seu nome era Higor Hiney Ameland, Descendente de
holandeses que migraram para o Brasil .
-Esse lugar é perfeito! Que horas
iremos partir professora? –disse ele com uma voz ansiosa.
-Calma, querido, algumas colegas suas
ainda não chegaram – disse a professora com um ar de riso.
As malas estavam por todos os lados, de todos os tamanhos e todas as
cores, todos haviam chegado, a chamada estava sendo feita, logo após todos
entraram no ônibus, despediram-se de seus familiares e partiram rumo a aldeia.
Interiormente, todos se indagavam de
como seria a visita a uma aldeia, qual seria a reação dos índios?, Como seria
viver lá?
Por um instante Higor deixou
todas as suas incertezas de lado e adormeceu, um filme passava-se em sua
mente; uma mata inexplorada, e em volta animais selvagens e no meio destes
índios pintados como obras primas com cores que se entrelaçavam misturando o
celeste ao tenebroso e os corpos pareciam serem esculpidos pelos
deuses da perfeição. No centro da roda formada pelos índios
havia uma fogueira no qual chamava muita atenção , os tons fortes da
grande fogueira se encontravam com as estrelas que iluminavam o céu junto ao
Luar,ao lado da fogueira havia uma linda Moça, alta, morena , corpo selvagem ,
cabelos longos e negros , lábios carnudos,e os olhos que contrastavam-se com o
luar o que lhe deixava mais sensual , ao redor de seu corpo haviam
folhas entrelaçadas com sementes de pau Brasil contrastando-se com sua cor
bronzeada,mas algo foi fazendo com que a imagem daquela bela donzela fosse
desaparecendo e ao longe se ouvia uma voz chamando por seu nome , era seu amigo
que tentava o acordar , pois haviam chegado na tribo, Higor olhava para seu amigo
com raiva mas ao mesmo tempo esperança de encontrar a donzela de seus sonhos
naquela tribo .
O ônibus parou e o guia começou a dar
as instruções de como sobreviver na tribo durante as próximas semanas , ao
perceber que nenhum dos alunos estava prestando atenção em seu discurso ,
deixou-os ir para a tribo e resolveu conversar com eles mais tarde vendo que a
ansiedade era imensa.
Ao descer do ônibus Higor percebeu
que aquele local não era estranho para ele , ao pegar as malas e ir para o
centro da tribo deslumbrou-se com tamanha beleza natural haviam aves por toda
parte, de todos tamanhos e cores, e nas arvores macacos, de diversas raças,
este animais pareciam estar ali por um único motivo dar as boas vindas aos
alunos da escola Mace .
Após acomodar-se em suas ocas,
os alunos se arrumaram para o ritual já era noite, chegando lá havia uma
fogueira enorme que chamava muita atenção ,Higor maravilhou-se ao ver que
era tão parecida com a do sonho, mas de uma forma muito mais real. Ele
procurava por todos os lados da fogueira sua donzela, a donzela de
seu sonho mas não a havia, foi quando que ao longe surge uma mulher
revestida de folhas de bananeira entrelaçada com sementes de
pau-brasil,parecia ser ela ? mas não seria apenas uma ilusão, idealização de
seus sonhos, algo surreal ? Foi quando seu amigo o tocou dizendo :
-Higor olha aquela indiazinha que
gata mano! Imagina ela de vestido coladinho descendo até o chão nas Boates de
campo grande?
-Que isso mano, isso é coisa que se
fale de uma índia, ela tem suas culturas e seus princípios, larga mão de pensar
em bobeira velho! –Disse Higor com raiva
Voltando seu olhar para ela
sentiu algo em seu interior se remexer parecia, uma brasa queimando, ele
sabia o que significava aquilo mais não quis concordar com essa hipótese disse
para si baixinho :
-Que isso, não pode ser amor, amor
não, agora não, mas que tal um namorinho de verão ?
Foi quando novamente voltou o olhar
para a donzela e viu que esta também o olhava e sentiu novamente aquela chama
arder ainda mais forte, e os olhares entrelaçaram-se como o sol e as
nuvens no alvorecer, naquele momento Higor Viu a donzela se aproximar cada
vez e se viu perdendo o chão sentiu-se flutuando-se nas nuvens e
quando se deu por si ela estava ao seu lado e quando ela lhe dirigiu a palavra
ele somente sorriu.